Surrealista

Largo dali

Passou mais um dia onde até de tempo são feitas as lendas
A mais um padeiro que de manhã faz notáveis merendas
Mais um dia ao lado do nada que fica no largo dali.
 
Nesse nada de largo com casas sem tormentas
O cuco falso do relógio dá na parede umas horas lentas
A mais um relojoeiro que perdeu um parafuso pois vive no largo dali.
 
Passou mais um dia ao lado do nada que fica no largo dali
Já sem espera, sem gosto e desgosto, sem queixume ou ardume

o Gênio do Louco

Nunca me foi definida as condições de um louco, que é são, num mesmo cérebro. Ora, insanos são assassinos, mas no reflexo de defesa a vida, incontáveis tornam -se matadores, para manter a existência da consciência de sua sanidade. Sábio é manter -se em pé no fim da guerra. Enfim, não há genialidade sem doidice. Arrancar ânimos, pode ser movimentos de um dom, ou ação de gente vã. A ausência de um é colocação de outro, e vice-versa. O que permanece é o poder de matar, como direito natural a todos. Assim também de perecer a si, no mesmo golpe que leva a queda outro.

A Morte que Nasce

O cardíaco regressa ao detectar
A sucessividade ininterrompível
Do ponteiro - que morto, por experimento
Perpétuo de ouvi -o, cria -se o eco
Desequilibrado do vício -
O aviso, indecifrável, de que se irá
Na biológica hora inegável,
Falecer!

Desperta da pastagem ao perceber...
A durabilidade de segundos que o
Surdo resplandece...
“A espera da pausa forjada de silêncio,
Que a experiência auditiva por
Adaptação ao sussurro ... esquece!”

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