Até me matares.. Há chuva que cai

Hoje, fim de tarde.
eu sentada no chão acalorado de alcatifa,
encostada à janela de vidro.
E tu, em pé na varanda,
encostado à janela transpirada da chuva.
 
Dois mundos
unidos por uma janela,
nada mais.
 
Quatro olhos
seduzidos pelo suor embebido,
nada mais.
 
Dez dedos
desenhando movimento contra,
nada mais.

Mais dez...
enevoaram-na.

 
Anoiteceu,
Tu agora sentado no mármore aquecido
e eu, em pé envolvida na cortina suada.
 
Ainda chove,
nada mais. 
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Comentários

Muito bom!

Obrigada Caro Ícaro pelo seu feedback.

Bem haja , e boas escritas!

Que lindo! Um poema, uma escrita muito significativa...

Atrai a ler até o fim!

Abraços!

Querida Madalena,

Obrigada pelas suas palavras, é sempre especial receber um feedback.

Não se esqueça de continuar a viver o seu sonho. É o maior prazer da vida!

"O sonho comanda a vida" - António Gedeão

 

Muito bom, nada mais.

Nada mais parece um fechar de momento...

Um fechar de recorte no tempo...

Pois depois de um "nada mais" vem mais!