Ensinamento do dia

Ensinamento do dia

 

Todo ponto de fuga, objetividade, subjetividade, observador, está epistemicamente inerte. Sendo a linguagem necessariamente um aglomerado de delimitações indelimitáveis e aleatórias, que se apresentam para além de qualquer organização viável de verdade, sem limite algum, e se expande para muito além do suposto campo da comunicação, sendo a própria expressão de sua manifestação existente em inexistência na dinâmica das transformações. Puxe uma cadeira e se sente. Com calma, análise a fonte da primeira coisa que lhe vier à mente, pense nela sobre todos os ângulos que conseguir e diga o que ela é. Depois de fazer isso, faça a mesma coisa, e novamente, diga o que ela é. Faça isso até que consiga dizer sobre todos os ângulos o que a coisa é. Depois análise o processo pelo qual chegou a cada conclusão, faça o mesmo com todos os processos e todas as conclusões. O ser delimitado tem quantas etapas, e quantas etapas podem ser incluídas ou remodeladas para se chegar a mesma conclusão. A qualidade da conclusão varia dependendo da quantidade de etapas que se aplica. Um ser tem menos ou mais ser dependendo da quantidade ou qualidade das etapas consideradas. Todas essas questões são passiveis de análise, e toda conclusão escolhida para pavimentar o caminho, ou para realizá-lo como um destino, se apresenta apenas quando se desiste de considerar a não identidade e se escolhe uma base, sempre sólida e sempre arbitrária, nula e tola, para revestir uma interação que se dá mesmo sem nome algum, sem direção e sem delimitação. Mas controlamos, entendemos e interagimos com as coisas a partir do conhecimento que temos delas. Não é. Puxe uma cadeira e se sente. Com calma, análise a fonte da primeira coisa que não vier a sua mente. Pense nela sem ângulo algum e diga o que ela não é. Quando conseguir fazer isso estará no controle, entendimento e interação com o seu conhecimento.

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