O Corpo em que me Deito

Nos umbrais do desejo

Ouve-se a voz de uma criança

No destemido firmamento

Nasceu a esperança

 

Como fora de ti

Sentes uma dor no peito

Em ti ainda pulsa

O ardor do teu leito

 

Tão longe de ti

Ainda arde aquela chama

De um coração selvagem

Que a inocência reclama

 

Coração faminto

Que saltas de prazer

Na eterna juventude trazes

A rebeldia em teu viver

 

Além de ti

Nada mais existe,

Do que um mundo

Que para ti subsiste

 

Louco coração

Trazes na dança o teu viver

E com ela a esperança

Na paixão de o conhecer

 

Há algo em ti

Que te faz sonhar

Guerra descoberta

Morrer por amar

 

Coração que és rei

E impões à razão

Porquê? Não sei!

Teu pensar, tua emoção

 

Em ti cai a Lua

Em ti amadurece o Sol

Para erguer tua juba

Em tua força, com um farol.

 

 
 
 
 
 
 
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