Perseverança do dia. Caso 07.

P.D. Caso 7.

 

O petiz me esperava sobre a luz opaca do consultório. Sexo masculino, idade das promessas.  Toquei em seu ombro tremulo, mirrado, que buscava adentrar o próprio tronco a procura de abrigo. Quem é você? Perguntou assustado. Sua luz era a música verdadeira, sua força esquecida na digestão da consciência, ativa, bruxuleante e viva.  Bati de leve duas vezes, ele entendeu.

Estava mais fraco de físico, questionei se no interior do fisiológico o guardião da ordem protegia a felicidade. Existe abertura e sossego como recompensa, o saco de pancadas que não tem inibição, só sente desconforto; treine a memória e lembrará da saúde que prossegue na vontade. Minha necessidade casual, em constância, não antecipa esperança, por si, por vir, quem é o soberano autentico que cumpri a criação e a constitui em costume? Na tradição da moralidade perguntas? De lei, eu sacrifico a obediência, mas a chave da autonomia é a influência na comunidade. A aurora histórica. O que está fazendo aqui? A baliza, a dura tarefa do adestramento arbitrário as normas, os costumes dos homens. A vizinhança do fogo, o castigo dos frutos. Mas a orgulhosa realização da promessa, a palavra do destino, a reserva profunda do instinto liberto da dança para ser música, ritmo de peso, advinha que é? Você pode me amar? Dever é fardo da gravidade, o universo genérico da justiça; é tardia por ser uma contradição da origem. Minha cegueira é do sangue, sedimentada na dor indelével, aceita a discagem automática, mas não sou animal ferramenta da legislação, uma pretensão indubitável de uma retórica universal. Minha vitória é previsível entre a razão, caso seja vontade da civilização. Submete então o condicionamento, o horror da reflexão, uma liberdade confiável, fatal, sou uma dívida que equilibra o dano.

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