Tenacidade do dia. Tartaruga.

Tenacidade do dia. Tartaruga.
 
Toc toc, sobre a mesa. Toc, toc. O eco da carapaça é uma história que se destaca pelas costas.
Bom dia! Atende o pombo. Em que posso ajudá-lo?
Uma garrafa. Quero uma garrafa. Me ofereça uma proposta! Exclama a perspectiva Tartaruga à mesa.
Qual o grau que desejas? Temos natureza, consistência e existência. Recomendo, entretanto, conferir sua geração para ser um melhor objeto.
A senhora franze a testa. Como assim? Não entendi seu conceito jovem plumado.
A sim, um momento. O pombo produz uma reflexão, o conteúdo inobservável no infinito de sua propriedade de mundo. Explico. A estrutura fundamental daquilo que precisas é exatamente aquilo que possuis, uma ideia, uma percepção. Segundo sua forma, sua objetificação como unidade que consome, formulo um nascimento válido, mas antes de apresentar sua autonomia, recomendo, e recomendo fortemente, que sua proposição respire.
Questiona minha solidão. Indaga o senhor, indago ao senhor. O pensamento não me asfixia, o que descreve são coisas do encanto. Olho para o céu e vejo a astronômica profissão dos ventos, exercício das maravilhas demoníacas ocultas na comunicação com outros planos. Conhece a língua dos espíritos que te guiam? Pois eu conheço, é minha ciência do desejo entre os corpos da natureza.
O pombo se inclina com um olhar sagaz de resposta. Seu rito tradicional lhe oferece o legitimo de sua crença. Disse que desejas beber da natureza, pois não, da natureza beberás. Deseja algo mais para acompanhar seus fenômenos extraordinários?
O senhor Tartaruga se inquieta sobre a dura cadeira que sustenta sua complexidade. Desejo sim, desejo as causas. Quero a explicação que inviabiliza universais e singulares, os significados dos extremos são irrelevantes.
Pois bem. Seu objeto, comenta o pombo. É preenchido pelas influências celestiais. Lhe trarei uma garrafa de nossa melhor natureza, da qual poderá sorver a sutileza do acaso no emaranhado de acidentes. Como acompanhamento, lhe trarei as estratégias descontextualizadas de seu desinteresse.
Perfeito! Consente a senhora Tartaruga no eco de sua carapaça que sustenta as costas. O contexto é uma delimitação arbitrária. A partir dele me alimento de uma análise desinteressada. Caso fosse o contrário, caso por intento de interesse isolasse a nutrição, a embriagues seria plena e a náusea insuportável.
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