Entrevista com a nossa autora Minô Lopes

 
Maria Leonor Lopes, também conhecida pelo diminutivo Minô, é uma autora com vários livros publicados. A Poesia fascina-a desde pequena.
 
 
 
Qual foi a inspiração por trás da sua última obra publicada?
 
R: A minha última obra literária intitulada “Pedaços de mim”, foi inspirada em fatos reais da minha vida, os bons e maus momentos que atravessaram o meu caminho e as saudades de Moçambique, País onde vivi até 1976.
 
 
Que temas você explora frequentemente nas suas obras?
 
R. Nos meus poemas procuro retratar a vida mundana, tais como: amor, desespero, solidão, alegria, saudades e, dar cor e vida às palavras que exprimo.
 
 
Você prefere escrever à mão, no computador ou em outro meio?
 
R: Gosto de escrever à mão numa folha de papel, pensando em cada palavra, expressando os meus sentimentos e só depois passo para o computador.
 
 
Como você lida com os bloqueios criativos ou momentos de falta de inspiração?
 
R: Há certos momentos em que a inspiração foge, um bloqueio total e as letras parecem bailarinas dançando no meu visual... Por vezes paro, rasgo o papel e começo de novo, porque não era bem aquilo que estava a idealizar...
 
 
Qual é o seu processo criativo ao escrever um livro?
 
R: Gosto de escrever e fazer poemas baseando-me na realidade.
Sou uma pessoa muito divertida e por vezes também escrevo sobre humor
Não preparo, nem penso antes, sobre o que vou escrever. No momento que me sinto inspirada, de jorro saem as palavras e termino sem hesitação o poema ou o pensamento que estava a elaborar.
 
 
Quais são seus hobbies ou interesses fora da escrita?
 
R: Além de escrever gosto de fazer palavras cruzadas e jogar paciências de cartas, e mais que isso estar com a família e conviver com os meus amigos moçambicanos quando se realizam eventos.
 
 
Se pudesse escolher um livro para recomendar aos seus leitores, qual seria e por quê?
 
R: Se tivesse que recomendar um livro a alguém sugeria “A Insustentável Leveza do Ser” de Milan Kundera, adorei este livro que fala de amor, liberdade e de toda a existência humana que nos rodeia.
 
 
Como você lida com críticas literárias e opiniões dos leitores sobre as suas obras?
 
R: Se gostam do que escrevo? Não Sei! E como diz o ditado “Quem gosta come, e quem não gosta, come menos” ah ah ah
Mas também não me preocupo com as críticas, basta ser eu a gostar e a transpor para o papel o que me vai na alma.