Um morto-vivo

Estou intoxicado na dor

amordaçado ao teu ser

que distante, me faz sofrer

sinto a tua falta… um vazio

pareço ser um nada

um morto-vivo sem prazer

Mil e uma fantasias

crio no meu arcabouço

na minha psique

Não sei mais o que fazer

por vezes, nem sei quem sou

se meu coração pulsa

parece-me apenas sobreviver

Ardem, queimam…

sufocam-me as entranhas

na falta que tenho

naquela de você aqui

em mim, a me seduzir

e, eu posso te em mim

Tenho em mim, a semente

alguns fragmentos

momentos que vivemos

tão louca e intensamente

saudade de ti…

(DiCello, 13/04/2016)

Género: