Contemplação

 

 

Na imensidade dos anos que passam tão rápido
readmiro o subtil encanto de certos detalhes
requintados e penetrantes da vida.
Cegos por atingir grandes quantidades de êxtase,
presos às ideais aparências
embebemos os dias em imagens falsamente decoradas,
vazias...
Contemplação que nos cansa tão rapidamente,
tão rapidamente perde o seu encanto!
Passivos ao esplendor da vida
e ansiosos por novas faíscas de emoções
com um poder mais sedutor,
dirigimos a atenção do nosso olhar
para outros rumos tão pouco necessários
que perpetuam desconcertantes influências,
que nos roubam o fundo da nossa alma
e nos conduzem à inferioridade do ser humano,
tornando-nos incapazes de descobrir

o caminho mais curto para a felicidade,
 onde desabrocha mais pura
a verdade harmoniosa
que nos oferece felicidade na hora certa em que precisamos dela
e que nós não queremos por ser simples demais...
( Antes de contemplarmos as estrelas no céu,
deixemos que os nossos olhos vejam o que brilha ao nosso lado!)

Fernanda R. Mesquita

Género: 

Comentários

Amei!

Muito obrigado pel leitura Maria Cristina

Nesta vida, onde as almas se juntam aos corpos na sua caminhada cíclica de evolução, tudo é efémero e nada mais prevalece para além da aprendizagem dessa caminhada.

Como diz o poeta “Caminhante não há caminho se faz caminho a andar” e, essa caminhada cíclica deve obrigar-nos a beber na reflexão, compreendendo melhor a singularidade e o valor de cada coisa viva e como cada uma depende das outras.

O tempo decanta uma forma de olhar para as coisas simples da vida, o pensamento surge a análise está subjacente, correta mas momentânea. O momento eclipsa-se, a vida e a rotina contínua, castrando a força/visão sublime desse caminho mais rápido de evolução.

Cumprimentos,
João Murty

Obrigado José João pela sua análise ao poema. É bom quando o leiitor se manifesta desta forma. A sua análise é a análise de um poeta.