Frederico De Castro

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Sobre mim

Nasci na Guiné-Bissau mais própriamenta na bela ilha de Bolama,nos anos idos de 1961, ano da melhor colheita a todos os níveis. Filho mais novo de 5 irmãos,distanciando do que me antecedeu 13 longos anos depois que meus pais lá resolveram trazer outro rebento ao mundo.
Vivi em todos os países de lingua ofical prtuguesa,começando em S.Tomé onde a familia se refugiou por força de um exílio imposto pela PIDE,pois meus pais no inicio da luta de libertção "colaboraram" com o PAIGC fornecendo mantimentos,roupas e medicamentos para os guerrilheiros. Depois de 4 anos de relativa paz em S.Tomé segue-se Moçambique onde permanecemos outros tantos anos,saltando depois para Angola em 1969.Aí fiz o liceu até ao ciclo preparatório. Mas a paz era sol de pouca dura. Aproxima-se então o ano de todos os perigos - 1974! Quer em Portugal quer nas ex-colónias o grito de revolta era ensurdecedor.De Amilcar Cabral,entretanto já assassinado ,Agostinho Neto,Eduardo Mondlane,Aristides Pereira,Nino Vieira,Machel e outros tantos - a independência destes países era pois uma questão de tempo. Entrementes uma doença súbita desestabiliza toda a familia. Com 12 anos sou internado de urgência com suspeitas de uma septicemia. Infelizmente confirma-se o pior prognóstico e não só. Viria a contrair na altura uma bronco-pneumonia e pasme-se no mesmo rol estava lá escondida uma hepatite C. Incrível não?Mas o cenário era este. Em coma estive 1 mês, mas sobrevivi. A luta foi tremenda, a vitória suada, mas conseguida,sem no entanto deixar as suas sequelas que permanecem até o dia de hoje. Depois disso tudo e de duas cirurgias em Portugal, meus pais saudosos de África tentam por fim Cabo-Verde. Por ali estivemos mais 4 anos. Foram os melhores anos que vivi até a nivel de saúde, aproveitando para concluir o ensino secundário. Depois, bem depois  novo regresso a Lisboa em 1982 por motivos ainda relacionados com a minha doença, que agora já estava diagnosticada para sempre. Sofria de artrite infecciosa.Disso não podia mais fugir e seria doravante o meu fantasma de estimação. Hoje depois de tantas anos de lutas o fisico ressentido sem apelo nem agravo demanda na junta médica uma invalidez de 70%. Mas dos fracos se diz , não reza a história e aprendi a viver com o que tenho e só. Casei-me entretanto e sou pai de 3 lindos filhos. A Noemi com 16 anos com quem já temos uma outra história de vida pra contar, pois há 2 anos foi-lhe diagnosticado um Linfoma supra clavicular. Foram tempos dificeis no IPO.Com isso desenvolvemos um amor tremendo por todos os médicos e pessoal que lá trabalha - gente anónima guerreira que nunca vira a cara à luta, que nenhum banho gelado pagará os serviços prestados... tãopouco uns breves minutos de glória na TV. Segui-se o Ciro com 11 anos e o Lucas com 6. Todos diferentes, todos igauis. Todos com tom de pele morena diferenciada.Arrisco mesmo dizer que esta geração que me sucede está aprimoradamente mais bela. Afinal de contas meu avô paterno era de Goa e avó de S.Antão. O avô materno era de Viseu e avó natural da Guiné. Isto sem falar dos bisavós que eram franceses e italianos, daí o apelido da minha mãe constar o nome Pellegrin. São assim profundas nossas imensas raízes culturais e é nesses valores que estabelecia toda a base da minhas vivências. Sobre meus filhos vem à memória uma frase que minha mãe muitas vezes citava: - "Meu filho não tem infinito que dê conta do tamando do amor que eu sinto "É isso mãe !
A escrita é o denominador comum entre mim e todo o meu mundo interior e exterior. Juntos caminham, não vivem sózinhos, mas são seguramente autosuficientes demais. Estão em papel e em formato digital pois os tempos a isso obrigam, tudo o que me vai na alma mais profunda. E neste prisma resumo a vida hoje vivida sem mais nem menos, apenas...assim:
Afinal quem sou além daquele que quero ser?
Imenso, leal, refeito na medida do tempo
sofrido num espírito, em paz, sem contratempos
justo, mesmo que por qualquer segundo,
forte, impenetrável mesmo que imperfeito,
mas corajoso o suficiente para dizer
quero-te vida..
Frederico de Castro

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Silêncio umbilical
15/07/2017 - 19:25
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Olhar intruso
12/07/2017 - 17:52
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