O corvo e a tempestade

 
 
 
 
A noite ficou escura e o vento sopra torvo,
a chuva bate tão solitária na janela,
talvez fuja do agouro do corvo
que bate as negras asas atrás dela.
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Porque chove assim, canta o corvo e sopra o vento
se nem sequer é Dezembro  mas sim Agosto.
Espreito pela vidraça e vejo o vento violento
a fazer girar o corvo que brinca bem disposto.
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Murmurei lenta alguns ais,
sem entender a negrura dos espaços celestiais,
para de seguida sorrir enternecida ao perceber,
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que enquanto eu fiquei desorientada, aborrecida
por uma tempestade que chegou perdida
o corvo abriu as asas,  quis brincar...  quis viver!
 

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Fernanda R. Mesquita 

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Comentários

 Gostei, parabéns pelo soneto.

João Murty

Obrigado José Joáo.

Olha que lindo! O corvo feliz, com tão pouca coisa! "Quis brincar... Quis viver"

Parabéns!

Obrigado Madalena. Muitas felicidades!

Linda! Felicidade à você também!

Parabéns!