Viseu

Viseu

No Rossio;
O chão manchado de cinza escura
Dos guarda-sois de folhas e ramadas cruzadas
Como o cumprimento desta gente
Possante, como mãos calejadas

No Fontelo;
As frescas correntes poéticas
Propulsão as batidas das palmas das folhas
Naturais e ternas
Os pavões esboçam chiquezas e intensidade
O lobo, reavia os asquerosos comidos e cálidos
Repudiados por ricos desafortunados
Medrosos como pavões apavorados

O rego profundo e comprido
Traceja e rasura a cidade
Os voadores da primavera,
Deslizam sobre um tapete fino de ar
Justo à prata aquosa, extensa e ondulada
Oscilando e rumorejando lá espelhados
Com a alma flutuante

Pelada de seu peito, tão pequerrucho

As moças isenção
Toda a atmosfera
Endossam todos os recantos
Com a ligeireza dos sorrisos
E a meiguice da amizade
São como um surto
De formosura e encanto!

O Viriato
Imundo de bravura e tirania,
Levada a cabo de uma espada
Borratada da seiva vermelhuda
Do inimigo escorraçado, com as armas desapontadas!
 

Num outro contraste heroico
Eu, que anelo-me aos distúrbios e imaginação
E enfado-os à realidade
Que é a constante interrogação
Num Portugal miúdo e encalhado
Para a magnitude dos seus artistas!

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