Tenacidade do dia. Foca.

Tenacidade do dia. Foca.
 
A enxada afunda na terra, no verão, na primavera. Chomp. Chomp. Chomp. A papoula não se planta sozinha. A entrega do trabalho é suor, é lagrimas, é sangue. É narcótico? Sim! É um vício, um anestésico, um objetivo. A Foca abana o calor com seu grande chapéu. Se apoia na ferramenta de integração entre o sensível e o inteligível, e na teoria de um fósforo que risca, pita um cigarro na boca que suga a alma da passividade. Uma tragada funda. Tão funda que o peito estufa. Concebe o problema e solta, solta a solução da relação, a causa que motiva a atividade.
O dia bom!
O contexto exige continuidade. Levanta e desce o conhecimento cosmológico. Dos brutos, pensa o metal que massageia, se forma o ativo de consciência, o corpo que sustenta os órgãos e a substância que os preenche. O instinto do cabo vibra, a fisionomia das nadadeiras enruga, o comportamento precário do mato sente o impasse e se arrebate do solo.
O dia bom!
A minhoca observa o Foca pensando em coisas abstraídas, como a umidade das anomalias saudáveis, quando os adultos nascem, escolhem ser europeu. É um símbolo hibrido de informação espelho. Entra pra casa, entra pra casa. O trabalho tem que vender. Chomp. Chomp. Como se forma um objeto? Primeiro tem que ser análogo ao trabalho, cultivar dentro da teoria as verdades que aparecem no gênero do singular. Chomp. Chomp. Primário, depois secundário, direto sobre si, direito sobre o outro. No processo, a perda da consistência é uma convenção que dá nome as classes. Essa é A. Essa é B. Essa é C, e assim vai.
O dia bom!
Conceitos distintos artificiais, o adubo, a semente, o brotinho de meu deus. Existem nas construções linguísticas e na naturalização da epistemologia, referência do padrão estabelecido, ou patrão do estado verde. Não judico não, judiação, esfacelar com caráter cheio das coisas, só garante angustia exterior. Olha a enxada. Chomp. Chomp. Chomp.
A colheita se postula, o arado sensualiza. Meu organizador da alma, meu deus plantinha cresce. O dia bom! Projeta essa folha, sua intensão seleta de sua psicologia intersubjetiva. Projeta essa sofisticada articulação, sua morfina do coração. A harmonia simpática é sua heroína. O deus do pensamento verifica a anestesia no rigor da observação, tudo imagem, tudo realidade de aspecto geométrico.
O dia bom!
Opa! Opa! Repouso na entranha da contemplação. Perturba não. Tem sombra, tem sede, tem ressonância com reminiscência do estatuto, tem correspondência no estimulo onde participa a alheia da razão. Ventinho! Refresca! Veneração e revelação no gnoses.
Proporcional e com intervalos nas músicas das esferas. Mata a sede Foca, mata a sede. A sede pela compreensão da sobrevivência inesgotável. Dia! Dia bom!

 

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