Tenacidade do dia. Pardal.

Tenacidade do dia. Pardal.
 
Sou filho do vento, entre ele viverei, por ele morrerei. Ouça minhas assas venerável moinho!
Estou ouvindo Pardal do Leste! Ouço perfeitamente. Proclamou a pá.
São quatro, cada qual uma direção, um bloco sintético livre. Deveriam ser três, por que são quatro? Perguntou o aventureiro.
Causalidade moral jovem, nem é, não pode ser, mas se faz interna no giro da natureza. Sua realidade é inteligente Pardal do Norte, um meio de metas ausentes em determinação junto ao voo. Eu giro, tu cruzas a guilhotina do destino.
Sim, estou em luto! Meu pai caiu, caiu do céu na categoria; é o que dá ser um deslocamento, mais ou menos onde se situa a contemplação. Em morte. O sangue que esmaga ornamenta sua hélice. Sente o gosto?
Sinto muito Pardal do Oeste. Sou pá, impulsiono veleiros, seu vento é minha alma. Uma peça na cadeia é um ser, mas onde está a semente? Indagou o espiral.
Entre velozes cruzadas pelo vácuo do movimento, o Pardal respondeu. A ontologia está na teoria dos conceitos, o funcionamento autônomo dos modelos. Cortou com batidas ligeiras os mandamentos do redemoinho. Voar é uma imitação do conhecimento verdadeiro, gera independência, mas comunica o que conhece? O estranho? Não, absolutamente não. Digo que não sai do sujeito, não virá cérebro nem neuronal.
Não acompanho sua manobra Jovem Pardal do Sul. Eleve sua altitude.
Pois sim, quem não é em si infinito, é um regresso que se renova. Dito isso. Piou o voante. Confere o problema do diagrama do onipresente. O conhecido, aquele que se ilumina, aquilo que é iluminado. Suporta uma variedade de minerais, vegetais, animais e civilizações, mesmo os alados. Todos à luz da manhã se prostam ante a um superior soberano. Este não é pele que recobre, nem calor que esquenta. Mas circula no corpo, circula na vida, circula na morte. Estou em luto, grandioso Mestre dos ventos.
Percebo, jovem Pardal. Arrisca a vida em vida. Pois digo, sou Leste, Norte, Oeste e Sul, mas não sou insensível, tu, não é imperceptível.
Agradeço, mesmo que dentre o giro eu seja uma sombra na vizinhança, um tipo nem um nem outro, que pertence ao descontinuo no continuo, não tenho, de modo algum, horror ao vácuo. Pois, irracional é a estrutura do todo. Bateu as assas mais uma vez, com altivez. Minhas penas sentem o costume rigoroso como uma imagem, estatuto potente de teoria, até mesmo chamado de vitalismo mecânico.
O velho moinho sorriu, suas pás direcionaram os vórtices do interesse paralelo condutivo, emanando o isso do mundo. Detalhes que consistem em afirmação divergem por igual, convergem em diferenças, sejam artefatos ancestrais, seja a história dos insetos, as estações demarcadas sobrepõem uma marcha para a morte. É certo, entretanto, um desenvolvimento de um círculo linear, como regulagem do alvo, mesmo que seja uma petulância que se reduz em princípios e ordens. Os parâmetros caem em fórmulas, os ajustes voluntários e radicais, em investidas a falência. És expressão Pardal.
Sou uma forma vibracional na tensão de uma força. Amplitude desdobrada inata, ruptura inefetiva e indistinta que, sem hierarquia, vaga entre o simples e o complexo. Em ziguezague, ante ao fluxo dos fluxos, Pardal trançou as hélices do Mestre. E pelas frestas, a gradação é toda e qualquer escolha equivocada. Voar, eu voo, um labirinto da composição ostensiva de uma intuição abstrata do concreto fluxo de realidade indefinida.

 

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